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Secretaria de Saúde investiga morte por febre maculosa em Lavras

Se não bastasse a epidemia de dengue, o medo de um pequeno parasita, mas que faz grandes estragos, começa a preocupar muita gente em Lavras. O chamado carrapato-estrela, que provoca a febre maculosa, pode ter sido a causa da morte de Richardson Santos Pereira, de 26 anos. O jovem faleceu nesse domingo e foi enterrado no Cemitério da Saudade nesta segunda-feira (15).

Segundo a Assessoria de Imprensa da prefeitura, Richardson teria ido com familiares e amigos a uma pescaria no Rio Capivari, que tem uma infestação de carrapatos. Quando retornou para casa, a vítima teve febre. Ele foi atendido na Unidade Regional de Pronto Atendimento (Urpa) e também na Santa Casa, mas morreu 11 dias depois de dar entrada no hospital. Segundo a mãe do jovem, quando ele deu entrada na Urpa, apesar das picadas de carrapatos, nenhum exame foi pedido a vítima.

Além da morte de Richardson Santos Pereira, um adolescente de 13 anos também pode ter sido infectado pela doença. Segundo o Secretário de Saúde de Lavras, Leandro Moretti, ele foi medicado, tratado e já está em casa, não corre perigo, mas está sendo acompanhado pela Vigilância Epidemiológica.

Nos próximos dias uma equipe da Polícia Militar do Meio Ambiente deve visitar a região do entorno do Rio Capivari para capturar animais, coletar carrapatos e tentar fazer um levantamento, para que a cidade tenha um diagnóstico sobre a febre maculosa. Segundo a prefeitura, o Ministério da Saúde também foi acionado, para que possa enviar profissionais que deem suporte a esse trabalho.

Febre Maculosa 

A febre maculosa brasileira (FMB) é uma doença infecciosa, febril aguda, de gravidade variável, cuja apresentação clínica pode variar desde as formas leves e atípicas até formas graves, com elevada taxa de letalidade. É causada por uma bactéria do gênero Rickettsia (Rickettsia rickettsii), transmitida por carrapatos, caracterizando-se por ter início abrupto, com febre elevada, cefaléia e mialgia intensa e/ou prostração, seguida de exantema máculo-papular, predominantemente nas regiões palmar e plantar, que pode evoluir para petéquias, equimoses e hemorragias. O tratamento precoce é essencial para evitar formas mais graves da doença.

15/06/15

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