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Para se eleger vereador em Lavras, mais de 3,4 mil votos são necessários

O quociente eleitoral para se conquistar uma das 17 cadeiras da Câmara Municipal de Lavras, no pleito de 2016, pode alcançar os 3.498 votos, segundo projeção realizada pela reportagem do O Lavrense. O número estimado representa uma necessidade de as legendas conseguirem, neste ano, até 167 votos a mais em comparação ao que foi necessário para eleger um vereador na última eleição municipal, em 2012. Naquela ocasião, conforme base de dados disponível no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o quociente marcou 3.331 votos.

Plenário da Câmara Municipal de Lavras

A estimativa do quociente para 2016 foi feita com base no índice verificado de eleitores que se abstiveram ou invalidaram o voto durante o último pleito municipal. Há quatro anos, 16,63% do eleitorado local não compareceu às urnas ou optou por votar em branco ou nulo para o cargo de vereador. O indicador, na hipótese de se manter o mesmo, foi aplicado em cima do eleitorado atualizado da cidade. Em junho deste ano, o órgão eleitoral máximo contabilizou 71.345 residentes aptos a votar.

A aplicação dos 16,63% sobre o eleitorado atual mostra que Lavras tende a contar com 59.481 mil votos válidos do total neste ano. Desta forma, para fazer a projeção, a reportagem do O Lavrense dividiu o número de votos válidos pela quantidade de cadeiras existentes no Legislativo municipal, que é a fórmula oficial para se chegar ao quociente eleitoral.

Como os índices de abstenção e de comparecimentos inválidos só poderão ser conhecidos no dia da votação (2 de outubro), ainda não é possível precisar com exatidão qual será o quociente eleitoral de 2016.

Análise

Os dados indicam que as alianças em torno da disputa para a Prefeitura e Câmara Municipal de Lavras passam a ganhar ainda mais valor. Afinal, não é fácil conseguir, sozinho, mais de 3 mil votos. Assim, as coligações e os partidos, no coletivo, passam a ser mais importantes que apenas um bom nome. Ou seja, dez candidatos com mil votos valem mais, para o partido, que um com 3 mil votos.

O sistema eleitoral, embora problemático, é feito pensando nos partidos, não nas pessoas. Com a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de que os mandatos são dos partidos, não dos políticos, faz sentido que a representação seja feita pela votação partidária.

Quociente eleitoral: entenda o cálculo feito para eleger os vereadores

Nas eleições proporcionais, nem sempre o candidato mais votado é eleito. Isso porque os votos são divididos pelo partido ou coligação, não pertencendo ao candidato.

O quociente eleitoral é um cálculo matemático pelo qual se obtém o número mínimo de votos que cada partido ou coligação precisa para ocupar uma das cadeiras legislativas. Por ser um fator de divisão, é chamado quociente, e não coeficiente, como dito por muitos.

Este sistema foi introduzido no Brasil pela Constituição de 1934, com objetivo de garantir a participação da minoria no parlamento.

Assim, se um partido ou coligação não alcançar o quociente eleitoral, um candidato do partido, por mais votos que tenha, não será eleito. Por outro lado, um candidato com poucos votos poderá ser eleito, se ele pertencer a um partido ou coligação que alcançou o quociente e teve votos de sobra.

Por isso é tão importante saber a qual coligação pertence o seu vereador, pois você estará ajudando a eleger candidatos de toda essa coligação, e não apenas aqueles do partido no qual votou.

04/07/16

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Comentário(s)
5 Comentário(s)

5 comentários:

  1. Jean Carlo08:02

    Tem que renovar e turar todos os que estão lá. bando de demagogos inúteis!!

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  2. Anônimo09:33

    E A VOTAÇÃO PARA DIMINUIR O NÚMERO DESTES DEMAGOGOS. QUANDO SERÁ? OU NÃO SERÁ?

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  3. Anônimo22:07

    Eleitor consciente não vota em nenhum em nenhum destes demagogos atuais.

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  4. Anônimo22:10

    O triste é que mesmo que se toquem os mosquitos a bosta continua a mesma.

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