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Lavras confirma primeiro caso de leishmaniose visceral

O Lavrense
A Secretaria Municipal de Saúde de Lavras confirmou nesta terça-feira (24), o primeiro caso de Leishmaniose Visceral registrado no município. Por meio de nota, divulgada pela assessoria do prefeito José Cherem, a prefeitura informou que a paciente é uma menina de 12 anos, que reside no bairro Morada do Sol II.

A criança foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, devido às funções hepáticas alteradas e outros sintomas, a Vigilância em Saúde foi notificada. Após a realização dos exames, foi confirmado o diagnóstico. A paciente passou por tratamento e já teve alta.

Segundo a nota, assim que notificada, a Vigilância em Saúde tomou às “devidas providências”. No bairro onde a menina reside foi feito um levantamento histórico do caso. Toda a área próxima foi verificada. Também foram realizadas buscas ativas e testes rápidos em todos os cães do bairro. Em caso positivo para a doença, o cão é eutanasiado no Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

Foram colocadas armadilhas para a confirmação da presença do mosquito. Os pesquisadores da UFLA ajudaram no levantamento. Assim que foi confirmada a presença do inseto no local, uma força tarefa do Estado veio à Lavras para realizar treinamentos. Este inseto não voa longas distâncias, ficando concentrado em pequenas áreas. A pulverização no bairro já está sendo realizada.

O que é Leishmaniose?

O Lavrense
Doença é transmitida por mosquitos
A leishmaniose é transmitida pelo mosquito palha. O mosquito suga o sangue do animal infectado, no caso o cachorro, e depois pica uma pessoa saudável transmitindo a doença. A leishmaniose é muito grave. Nos humanos prejudica orgãos vitais como fígado e medúla óssea onde são produzidas as células do sangue. Com isso causa anemia e queda de imunidade. Também deixa o animal bem debilitado. Por isso é importante notar os sintomas logo no início para evitar a transmissão.

No ser humano o tratamento é doloroso e precisa até de internação. No cão, um tratamento foi aprovado recentente pela Anvisa, mas custa quase R$ 3 mil.

O mosquito se reproduz em material orgânico: lixo exposto, folhas úmidas, frutas apodrecidas e fezes de animais. Tudo isso deve ser evitado, o quintal e terrenos desocupados precisam estar limpos e outro cuidado é imunizar o cãozinho, mas a vacina não é fornecida de graça. O preço da vacina de leishmaniose é R$ 120 cada dose e são necessárias três. A coleira varia conforme o peso do animal, entre R$ 80 a R$ 100.

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25/01/17

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