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Renda agrícola no Sul de Minas cresceu 12,83%

O Lavrense
Um levantamento divulgado nesta terça-feira (24), pelo Departamento de Administração e Economia da Universidade Federal de Lavras (DAE)  revela que o Índice de Preços Recebidos (IPR), referente a venda dos produtos agrícolas no Sul de Minas Gerais, teve uma elevação média de 12,83% no ano passado, com destaque para os grupos grãos e frutas.

De acordo com o professor Renato Fontes, coordenador do índice, apesar do aumento médio geral da renda do produtor, pode-se considerar, entretanto que alguns grupos pesquisados apresentaram resultados anuais não satisfatórios, caso dos produtores específicos de carnes e verduras, em que, o produtor perdeu renda efetivamente, na exploração única destas atividades.

Como exemplo, o preço da carne de suínos, no mês de janeiro o preço médio Kg de suíno estava em R$ 18,90 oscilou negativamente e em dezembro o preço médio foi de R$ 14,17. O tomate é outro produto agrícola que apresentou uma expressiva queda de aproximadamente 35% no ano, fechando com preço em R$ 3,33 o Kg.

Segundo Fontes, o mercado das commodities agrícolas, pelas suas características intrínsecas, é extremamente volátil, variam em decorrência do clima, de fatores externos e por causa da renda dos consumidores, sendo que cada produto tem uma dinâmica na sua precificação.

O café, a principal cultura agrícola explorada no sul de Minas Gerais, apresentou uma elevação anual de preço de 4,12%, com preços médio da saca em R$ 505,00, porém no decorrer do ano de 2016 o café alcançou preços históricos em torno de R$ 570,00 a saca. O fato se deve ao mercado cafeeiro ser extremamente volátil, apresentado especulação internacional afetando a precificação desta commodity.

O grande destaque no ano é a elevação dos preços dos itens pesquisados no grupo dos grãos, milho, feijão e arroz, em media o grupo elevou em 61,35%. O arroz teve seu preço majorado em 26%, o feijão em 79% e o milho em 48%. "Estes produtos alcançaram preços históricos, mas reduziram o valor no passar do ano, fato normal na produção agrícola, pois este aumento ocorreu principalmente, por preços não compensadores em safra passadas, que desestimulou os produtores a manterem e aumentarem a área plantada destas culturas e condições climáticas desfavoráveis nas principais regiões produtoras afetaram prejudicialmente a oferta destes produtos, o que reflete economicamente em elevação dos preços", explica o prof. Renato Fontes. Porém, com preços atrativos a produção destes grãos é estimulada, favorecendo o aumento da produção e conseqüente diminuição dos preços durante o período analisado.

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24/01/17

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