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Renda agrícola caiu 19,73% no Sul de Minas, aponta UFLA

Segundo a Federal de Lavras, a renda agrícola apresentou expressiva queda no primeiro Semestre de 2017

O Departamento de Administração e Economia da Universidade Federal de Lavras (DAE/UFLA) em seu trabalho de coleta e divulgação do Índice de Preços Recebidos (IPR), referente a venda dos produtos agrícolas no Sul de Minas Gerais, teve como resultado para o primeiro semestre do ano de 2017 uma retração média da renda dos produtores da região na ordem de -19,73%, refletindo na diminuição dos preços das principais commodities agropecuárias produzidas na região.

Ao contrário do ano de 2016 no qual o IPR foi positivo, neste primeiro semestre de 2017 a retração foi negativa, pois somente os grupos das frutas e verduras não sofreram queda de seus preços, todos os outros grupos dos produtos agrícolas pesquisados apresentaram retração nos seus preços, destacando-se o grupo dos grãos com retração de -27,76%, o café com – 12,87%.

Conforme o coordenador do trabalho professor Renato Fontes, este movimento dos preços representa a característica principal dos mercados agrícolas em termos de sua concentração, por se tratar de um mercado em concorrência perfeita os preços satisfatórios em períodos anteriores trazem como consequência não só o incremento do investimento nestas atividades como também novas áreas de produção são dedicadas a estas atividades produtivas o que provoca o aumento da oferta destes produtos, com isto pressionando os preços para patamares inferiores.

Ainda segundo Fontes, a queda foi muito expressiva, refletindo também as questões macro econômica que a população brasileira vem enfrentando como inflação, desemprego, queda do poder de compra, o que impacta negativamente no consumo dos produtos agrícolas.

O café, a principal cultura agrícola explorada no sul de Minas Gerais teve sua saca de 60Kg no inicio do ano cotada em média ao preço de R$ 505,00, no mês de junho do presente ano foi cotado em R$ 440,00, uma queda nominal de R$ 65,00, a saca de milho que no ano de 2016, alcançou patamares recorde de preço, iniciou o ano em R$ 38,80, sendo contada em junho ao preço de R$ 22,00, queda de mais de -42% de seu valor. O leite apresentou uma redução média de preço na ordem de -6,38%.

Como destaque positivo de elevação preço está o brócolis, com alta no semestre de 84,21%, do pimentão com 82,35% e da cenoura com 53,34%, resultado de uma menor oferta destes produtos que apresentavam preços menores, que desestimulou a produção, porém com o clima mais frio é uma tendência que as commodities classificadas como hortifrúti venham ter uma queda nos seus preços nos próximos meses por causa do menor consumo.

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18/07/17

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