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Vai viajar? Saiba se você precisa tomar vacina contra febre amarela!

A Febre Amarela tem preocupado muitos brasileiros nos últimos anos. A doença infecciosa é causada por um vírus e transmitida por mosquitos. A infecção pode ser categorizada de duas formas: febre amarela urbana, quando é transmitida pelo Aedes aegypti; ou febre amarela silvestre, quando transmitida pelo Haemagogus e Sabethe.

Se você vai viajar para alguma área que tenha risco de transmissão, é necessário se imunizar. A vacina deve ser aplicada dez dias antes da viagem, em quem nunca foi vacinado.

No Brasil, os locais de risco são as regiões de matas e rios das seguintes regiões: todos os Estados da Região Norte e Centro-Oeste, bem como parte da Região Nordeste (Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e extremo-sul da Bahia), Região Sudeste (Minas Gerais, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo) e Região Sul (oeste do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

As pessoas que moram nestas regiões, ou aqueles que irão viajar para estes locais devem tomar a vacina, caso ainda não tenham feito ou o fizeram há mais de dez anos.

Onde tomar a vacina?

O Ministério da Saúde informou que disponibiliza gratuitamente a vacina em postos de saúde de todos os municípios do país. A vacina é segura e protege durante 10 anos. Para as pessoas que já foram vacinadas há mais de 10 anos, basta tomar uma dose de reforço e seguir viagem, não sendo necessário esperar 10 dias para garantir sua proteção.

As pessoas vacinadas em Unidades do SUS recebem um comprovante de vacinação que é válido em todo território nacional: é o Cartão Nacional de Vacinação, de cor branca. O comprovante da vacina deve fazer parte de sua bagagem.

Para viajantes internacionais, vindo ou indo para áreas infectadas, a vacinação contra febre amarela é a única exigência sanitária, conforme publicação regular da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Alguns países da América do Sul e da África exigem o Certificado Internacional de Vacinação (CIV), de cor amarela. Para efetuar a troca do cartão de vacinação, deve-se procurar um dos Postos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em qualquer um dos portos, aeroportos, passagens de fronteiras ou Sedes da Coordenação em todo o território nacional.

Apenas o portador poderá solicitar a substituição do cartão, comparecendo ao posto de troca munido de documento oficial com fotografia: Carteira de Identidade, Passaporte ou Cédula Profissional (tipo OAB, CREA, CRF, CRM etc). Para menores de idade é necessária a apresentação da Certidão de Nascimento.

Sintomas

Uma pessoa com febre amarela apresenta nos primeiros dias sintomas parecidos com os de uma gripe. Entretanto, esta é uma doença grave que pode complicar e levar à morte. Os sintomas mais comuns são febre alta e calafrios, mal-estar, vômito, dores no corpo, pele e olhos amarelados, sangramentos, fezes cor de "borra de café" e diminuição da urina.

Na identificação de alguns desses sintomas, procure um médico da unidade de saúde mais próxima e o informe se você viajou, nos últimos 15 dias, para áreas de matas, beiras de rios em qualquer uma das áreas descritas acima.

Se você observar macacos mortos ou doentes próximo ao local onde esteve, comunique à autoridade de saúde mais próxima, pois isso pode indicar que a doença está presente, com risco para as pessoas não vacinadas.

Não há tratamento específico contra a febre amarela, mas a mesma orientação utilizada para dengue deve ser seguida, ou seja, não utilizar medicamentos à base de salicilatos (AAS e Aspirina), já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. Somente o médico é capaz de diagnosticar e tratar corretamente a doença

Viajantes internacionais

O Brasil não exige o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia para entrada no país. Aos viajantes com destino ao Brasil, não vacinados ou vacinados há mais de 10 anos contra febre amarela, recomenda-se vacinação àquelas pessoas com destino às áreas de mata das regiões consideradas de risco.

Aos viajantes com destino a outros países, a exigência do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia seguirá as recomendações da Organização Mundial da Saúde, conforme estabelecido no RSI 2005.  Mais informações: www.anvisa.gov.br

23/01/18

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