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Com apoio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, Lavras Vôlei disputa Superliga B

Equipe feminina de Lavras, formada por atletas jovens, busca uma vaga na elite do vôlei brasileiro. - Foto: Divulgação/Lavras Vôlei

Formado por atletas com média de idade de 19 anos, o Lavras Vôlei estreou neste ano na Superliga B de Vôlei Feminino. A competição dá ao campeão e vice vaga na elite do voleibol brasileiro. O projeto de ter um time profissional na modalidade é pioneiro na cidade do Território Sul e executado com recursos aportados pela Cemig Geração e Transmissão S/A via Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, mecanismo da Secretaria de Estado de Esportes (SEESP).

Segundo um dos gestores da equipe, Gabriel Sulzbacher, a ideia de apostar em uma iniciativa de alto rendimento surgiu com a tradição do município na modalidade. “Lavras sempre foi um polo do voleibol, principalmente feminino, em nível de base. Nossas categorias de base sempre tiveram muita tradição, ficando sempre entre as quatro ou três do estado nas categorias infantil, mirim, infanto-juvenil. Isso já perdura há mais de 20 anos”, comenta. O envolvimento e desejo dos profissionais que atuam no vôlei lavrense impulsionaram o projeto Lavras Vôlei. “Era um sonho dos técnicos e de todo o pessoal envolvido no esporte ter na cidade uma equipe profissional para disputar as grandes ligas brasileiras, fazendo com que isso também fortaleça a base. Então isso se concretizou na temporada 2018”, conta.

Segundo Gabriel, foram realizadas seletivas para a formação do time. “Quando ficamos sabendo da participação na Superliga B, nós buscamos atletas que já passaram por outras equipes, que já disputaram a Superliga B em outras oportunidades, além de outras, que vieram emprestadas de grandes clubes como o Minas Tênis Clube e o Sesi SP. Com elas, completamos e formamos a equipe com meninas jovens, de categorias infanto e juvenil”.

Para o gestor, sem o apoio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte dificilmente a existência Lavras Vôlei se concretizaria. “A gente observa que a Lei é uma ótima oportunidade de as empresas investirem no esporte, porque um dinheiro que seria pago em outros impostos é revertido em projetos como o nosso, que tem todo o apoio da cidade”, afirma. “As empresas precisam ver que, dessa forma, o investimento pode ser revertido para uma coisa que vai agregar em muito ao esporte e à comunidade em geral, como acontece aqui em Lavras”, conclui.

Para o secretário de Estado de Esportes em exercício e presidente do Comitê Deliberativo Minas Esportiva Incentivo ao Esporte, Ricardo Sapi, a participação do time do Sul de Minas em uma competição nacional demonstra a importância do mecanismo da SEESP para o crescimento do voleibol no estado. “Vôlei é uma das modalidades com mais projetos executados por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte. Além do Lavras Vôlei, o Montes Claros Vôlei, por exemplo, esteve na Superliga Masculina no ano passado com recursos oriundos de isenção fiscal. Temos ainda grandes clubes do estado, como Olympico, Minas e Mackenzie, investindo na formação de atletas da modalidade também com projetos viabilizados pelo mecanismo e, em várias cidades do interior, o vôlei é contemplado em iniciativas da Lei de Incentivo”, comenta. “Além disso, a Federação Mineira de Vôlei promove campeonatos estaduais de categorias diversas via Lei de Incentivo e também competições internacionais, como torneios sul-americanos. Ou seja, a parceria ‘voleibol-Lei Estadual de Incentivo ao Esporte’, tem sido bastante eficaz em fortalecer a modalidade em Minas Gerais”, conclui.

Dos 178 projetos já executados ou em execução por meio do mecanismo da SEESP, 44 contemplam o voleibol.

Do JIMI para a Superliga B

Aos 23 anos, a levantadora Camila é uma das jogadoras mais experientes do Lavras Vôlei, cujas 15 atletas que disputam a Superliga B têm idade entre 16 e 26 anos de idade. No ano passado, ela foi campeã regional e estadual dos Jogos do Interior de Minas (JIMI) competindo pela cidade de Itabirito. Pelo desempenho, a atleta foi convidada a participar das seletivas para integrar o time do Sul de Minas. “Quando estamos em uma competição como o JIMI, sempre esperamos que tenha alguém nos observando, olheiros. Por isso é sempre bom se doar ao máximo em tudo que fazemos”, avalia.

Aprovada, Camila, que é de Contagem, no Território Metropolitano, disputa em 2018 sua segunda Superliga B. Em 2014, ela esteve na competição vestindo as cores do São José dos Campos, time pelo qual disputou a Superliga A na temporada 2014/2015. Ela ainda esteve na elite do voleibol nacional jogando pelo Vôlei Nestlé/Osascona temporada 2015/2016 e pelo São Cristóvão/São Caetano, em 2016/2017.

Ao participar de um projeto com atletas bastante jovens, a levantadora assume a responsabilidade de ser uma das veteranas do Lavras Vôlei. “Ainda sou nova, mas com uma bagagem maior que a das outras jogadoras. Com a experiência que já tive em outros clubes, sinto que posso ajudar muito a equipe, que tem tudo para dar certo com o apoio da cidade”, concluiu.

22/02/18

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