Ciganas incomodam a população nas calçadas do centro

Um grupo de ciganas voltou a abordar moradores de Lavras que circulam nas calçadas das principais ruas e avenidas da cidade.

Nos últimos dias, nem mesmo o forte calor impediu a ação das mulheres, que, além de pedirem bens materiais, também estariam cobrando R$ 20 reais pelo valor de uma “consulta” em que diziam ler a sorte das pessoas abordadas.

Funcionária de uma loja de roupas da Praça Augusto Silva, a comerciaria Jaqueline de Almeida, de 25 anos, disse não gostar da forma como as ciganas se aproximam das pessoas.

Elas não pedem licença e puxam a gente pelo braço, como se fôssemos obrigados a parar para ouvir”, disse Jaqueline, que, para evitar confusão com o grupo, preferia passar em calçadas onde os ciganos não estivessem. Outra que se incomodada com a abordagem das ciganas é a professora aposentada Maria Aparecida Leal, de 62 anos. “Respeito essa tradição deles de ler a sorte, mas não paro porque não sei a procedência dessas ações”, disse Maria.

Curiosa em conhecer a forma como as ciganas lêem a sorte ou revelam segredos, a estudante Mariana da Silva Muniz, de 17 anos, achou absurda a proposta feita por uma das ciganas. “Antes de começar a falar ela já pediu R$ 5 reais como garantia”, contou a jovem que não pagou o valor e desistiu.


PREÇO - Já a dona de casa Maria Aparecida Fernandes, de 55 anos, não pensou duas vezes antes de dar dinheiro para uma cigana e pagou R$ 15 reais por uma consulta. Maria Aparecida foi abordada pela mulher em uma calçada da Francisco Sales, e ouviu sobre seus problemas de saúde. De acordo com a cigana, alguém teria feito um feitiço para a dona de casa. “Ela disse que eu nunca seria feliz. Me cobrou R$ 15 pela consulta e R$ 30 para desfazer o feitiço”, contou Maria Aparecida, que não deu o restante do dinheiro, no entanto, afirmou estar enfrentando os problemas de saúde descritos pela mulher.

De acordo com guardas municipais e policiais militares que fazem ronda no Centro, algumas pessoas sempre se queixam sobre as abordagens das ciganas, porém, eles não podem intervir. “Orientamos para que as pessoas não parem e não dêem dinheiro”, disse um policial.

16/02/11
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