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Projeto desenvolvido no Cefet em Nepomuceno usa realidade aumentada no ensino da Biologia

Projeto desenvolvido no CEFET Nepomuceno usa realidade aumentada no ensino da Biologia


A aplicação de ferramentas de baixo custo que possam auxiliar no processo de ensino-aprendizagem são cada vez mais bem-vindas. Em seminário internacional promovido pelo Ministério da Educação, especialistas definiram 14 medidas para engajar estudantes e entre elas, está o uso de práticas pedagógicas inovadoras e criativas, que promovam encantamento e o desejo de aprender. Em Nepomuceno, alunos do curso técnico de Redes de Computadores desenvolveram pesquisa do uso da realidade Aumentada (RA) em componentes educacionais. O trabalho foi eleito como o primeiro lugar geral na Mostra Específica de Trabalhos e Aplicações (META) no campus.

A RA permite “enriquecer o ambiente real com elementos virtuais (criados pelo computador)”. A pesquisa busca, justamente, explorar ferramentas de aplicação de RA na educação, tornando os conteúdos mais interessantes e interativos e, consequentemente, engajando os alunos no processo de aprendizagem.


“A RA apresenta a facilidade de tornar conceitos menos abstratos, por exemplo, oferecendo a animação de uma reação química ou permitindo ao aluno observar o sistema circulatório em ação”, garante o orientador da proposta, professor Gualberto Rabay.

A plataforma foi baseada no sistema Android, para permitir o maior compartilhamento possível na demonstração e no uso em sala de aula. Um dos aplicativos analisados foi o “HP Reveal”. Gratuita e de fácil uso, a ferramenta possibilita a criação de imagens gatilho (chamadas Auras) que, ao serem acionadas, reproduzem elementos de RA e de interatividade.

Segundo Gualberto, a ideia surgiu a partir da disciplina “Ambientes Imersivos na Educação”, oferecida na pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP). “Os alunos ficaram bastante motivados porque puderam explorar diversos aplicativos para celulares que utilizavam a RA, construindo os exemplos a partir do livro texto de Biologia”. A equipe (foto), que também foi escolhida como primeiro lugar na categoria Modelo Didático, é composta pelos alunos Aline Pinheiro Silva, Camila Vilas Boas, Laressa Bernardes Viana, Marco Antônio Gama Souza e Mariana de Souza Carvalho.

O recurso ainda não é muito usado nas escolas, apesar de já ser uma tecnologia bastante difundida. Após os levantamentos e observações, o grupo percebeu que a RA pode sim facilitar o aprendizado das disciplinas por meio de um formato mais atrativo e dinâmico. O próximo passo será o uso de ferramentas mais profissionais na elaboração dos recursos aumentados, além de estender o material aos demais professores dos cursos técnicos do CEFET-MG. “Estamos planejando a continuidade com um projeto BIC Jr para o próximo ano”, vislumbra o professor.

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