ALMG propõe incentivos para empresas afetadas pela pandemia

ALMG propõe incentivos para empresas afetadas pela pandemia

Redução ou mesmo o fim de juros e de multas para regularizar o pagamento de impostos, facilidades na obtenção de crédito e início do pagamento das dívidas parceladas somente no ano que vem. Estas foram algumas das medidas defendidas, na manhã desta segunda-feira (19), por empresários, comerciantes e políticos para amenizar os efeitos da crise econômica decorrente da pandemia de Covid-19.

Eles participaram dos encontros regionais do Recomeça Minas que tiveram como base as cidades-polo de Varginha e Juiz de Fora (Zona da Mata).

Plano da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para incentivar a recuperação econômica do Estado, o Recomeça Minas está contido no Projeto de Lei (PL) 2.442/21, em análise no parlamento mineiro.

Com o objetivo recolher sugestões da sociedade para o aperfeiçoamento do projeto, desde a última quinta (15) estão sendo realizados quatro encontros regionais por dia, todos em formato on-line. A programação termina nesta terça (20).

Os participantes dos dois encontros da manhã foram unânimes em defender que a vacinação seja acelerada. Também elogiaram o PL 2.442/21, que tem o presidente da Assembleia, deputado Agostinho Patrus (PV), como primeiro signatário e que prevê a redução de multas e juros de impostos para regularização das dívidas e, ao mesmo tempo, a utilização de recursos gerados por essa medida no socorro aos setores mais atingidos pela pandemia.

Nas duas reuniões, foi apontado que a iniciativa da Assembleia é fundamental para a retomada da economia mineira. No encontro do Sul de Minas, por exemplo, o empresário e professor universitário Júnior Furtado considerou que o projeto trabalha a política fiscal com a redução de impostos e transforma esse benefício fiscal em recursos que podem ajudar os setores afetados.  “As empresas que não forem socorridas vão fechar e não vão pagar impostos, mas se mantivermos a sobrevida dessas empresas, além de manter empregos, no futuro elas podem voltar a pagar os impostos”, apontou.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Pouso Alegre, Ibrahim Kallás, defendeu que, além da ajuda do poder público, sejam pensadas, já durante a crise, estratégicas de recomeço específicas para cada segmento da economia.

Multas zeradas e redução de ICMS são reivindicadas

A presidenta da Associação Comercial e Industrial de Andradas, Rosana Fraga Souza, defendeu a alíquota zero de multas e juros, além da suspensão no pagamento dos impostos por três meses. Para ela, essas medidas são fundamentais para que os empresários voltem a ter dinheiro em caixa. 

Prazo alongado - Guilherme Duarte, vice-presidente da Associação Comercial de Juiz de Fora, comparou a situação atual do setor a um grande hospital em relação às chances de sobrevivência, tentando ilustrar as dificuldades enfrentadas para salvar empresas e manter empregos.

Já Henrique Pena, presidente da CDL e da Associação Comercial de Muriaé, avaliou que o  on-line pode se tornar o vilão da recuperação, se não houver estímulo também às lojas físicas nesse momento. 

Em entrevistas à imprensa após os dois encontros, o presidente da ALMG disse que toda a tramitação do projeto de lei do plano deverá durar, no máximo, até sexta-feira da semana que vem, indo em seguida à sanção do governador Romeu Zema (Novo).  "Queremos que os efeitos já sejam sentidos nesse primeiro semestre. Com as isenções e recursos chegando aos que precisam”, declarou. 

Fonte: Ascom ALMG

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