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Lavras agora conta com rede para monitorar explosão de caixas eletrônicos

Lavras recebeu, na manhã desta quinta-feira (11), o Workshop Operacional sobre Explosões de Caixas Eletrônicos. O objetivo da reunião, coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), é a criação de um grupo responsável por compartilhar informações e unir esforços para a formulação de ações coordenadas visando à prevenção e à repressão dos ataques contra instituições financeiras.

workshop operacional em Lavras
Foto: Poliane Brandão/Divulgação Sesp

Durante toda a manhã, cerca de 70 pessoas, incluindo policiais civis, militares, bombeiros, guarda municipal e oficiais do exército, além de representantes do Sistema Prisional, Ministério Público e instituições financeiras, conheceram mais sobre o protocolo integrado de atuação em caso de explosões. Os participantes assistiram palestras sobre a metodologia de trabalho do Subgrupo de Trabalho Operacional sobre Explosões de Caixas Eletrônicos, conheceram os mecanismos de segurança adotados por instituições bancárias e compartilharam informações sobre a atuação específica de cada corporação no combate aos ataques.

Em cada cidade que recebe o workshop são criados grupos com nomes pré-definidos de profissionais que ficarão responsáveis por realizar um trabalho específico e voltado para o acompanhamento, prevenção e apuração de explosões de caixas eletrônicos. Esses atores terão a missão de ampliar o compartilhamento de informações sobre o crime entre as instituições e formular ações coordenadas com todo o Estado. A intenção é que com esses grupos haja um estreitamento do diálogo entre as polícias e as instituições bancárias em todas as regiões mineiras.

Durante o evento, o subsecretário de Integração de Segurança Pública, cel. Etevaldo Caçadini, reforçou com os presentes a necessidade de se institucionalizar um trabalho integrado e coordenado. “A ideia é que os grupos regionais criados no interior participem do grupo estadual, por meio de reuniões já realizadas em Belo Horizonte através de videoconferências. Desta forma, fomentaremos a troca de informações entre todas as regiões do Estado”, explicou.

O workshop é uma iniciativa do Subgrupo de Trabalho Operacional sobre Explosões de Caixas Eletrônicos, uma força-tarefa criada pelo Governo do Estado para trabalhar pela redução dos crimes em instituições bancárias. O grupo tem forte atuação na área de inteligência, fazendo o mapeamento do modus operandi dos criminosos e a identificação de quadrilhas. De forma integrada, as apurações da inteligência se transformam em operações repressivas e preventivas.

O Subgrupo de Trabalho Operacional sobre Explosões de Caixas Eletrônicos é formado por 13 instituições, com articulação executiva da Sesp. Também participam da força-tarefa representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Ministério Público, Corpo de Bombeiros Militar, Exército Brasileiro, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Abin, Associação de Bancos do Estado de Minas Gerais, Associação Brasileira de Bancos, Febraban e Secretaria de Estado de Administração Prisional.

Ataques em queda

Desde a criação da força-tarefa estadual, em 2017, os registros de ataques com explosivos a instituições financeiras, caixas eletrônicos, Correios e casas lotéricas estão em queda em todo o Estado. De janeiro a março de 2018, foram registrados 27 casos em Minas, contra 12 no mesmo período desse ano – uma redução de 55,5%. Na 6ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), com sede em Lavras, a diminuição foi ainda mais significativa: foram dois ataques de janeiro a março de 2018, e nenhum no mesmo período deste ano.

O subsecretário de Integração explicou que, apesar da redução, os ataques, quando ocorrem, estão mais violentos, daí a importância da articulação de uma rede conjunta de enfrentamento, que inclui as polícias e também as instituições bancárias, especialmente na troca de informações para criação de ações e estratégias contra essa modalidade criminosa. “Isso nos mostra que a força-tarefa e o protocolo integrado de atuação dão resultados”, ressaltou.

Comandante da 6ª Região da Polícia Militar, cel. Leander Tostes acredita que, com a criação do grupo integrado e o trabalho dentro do protocolo, os resultados tendem a ser sempre positivos para a região. “Temos certeza de que o trabalho em conjunto terá um impacto importante na sensação de segurança da população. Vamos trabalhar para que esse tipo de registro continue longe da nossa região e também de todo o Estado”, afirmou.

O chefe do 6º Departamento da Polícia Civil, delegado Pedro Paulo Marques, demonstrou apoio à criação dos grupos para o trabalho integrado. “De suma importância esse protocolo de atuação para que as ações sejam, cada vez mais, eficientes. Apoiamos este trabalho e vamos atuar para que o projeto traga resultados para a região”, destacou.

O encontro para a formalização das redes integradas de monitoramento de explosões de caixas eletrônicos já foi realizado em Divinópolis, Uberlândia, Uberaba, Patos de Minas, Poços de Caldas, Pouso Alegre e Lavras. A intenção é que, durante o ano, as cidades de Contagem, Vespasiano, Juiz de Fora, Governador Valadares, Montes Claros, Barbacena, Curvelo, Teófilo Otoni, Unaí, Sete Lagoas e Passos também recebam a reunião para a criação de seus grupos de trabalho.

Cbloc

A partir da próxima segunda-feira (15), todos os celulares roubados e furtados em Lavras passarão a ser inutilizados imediatamente pela Polícia Militar, por meio da plataforma Central de Bloqueio de Celulares (Cbloc), da Secretaria de Estado de Segurança Pública. A ideia é diminuir imediatamente o valor de mercado dos aparelhos subtraídos, com o bloqueio dos mesmos, reduzindo a atratividade desses celulares para o mundo do crime, principalmente para casos de receptação.

Na nova dinâmica, no mesmo momento em que o cidadão for realizar o registro de ocorrência de furto ou roubo, em uma unidade da PM, o policial acessará o sistema da Cbloc e realizará o bloqueio. De forma simples, rápida e segura, como a plataforma permite, além dos impactos na área de segurança, o cidadão vai ter a garantia de que nenhum dado pessoal que está no aparelho, como fotos, caminhos de GPS salvos, entre outros, sejam acessados pelo criminoso.

Para o comandante da 6ª Região da PM, a ação tende a resultar em queda expressiva nos índices de furto e roubo de celulares. “Já na próxima semana me encontrarei com os comandantes de unidade aqui da região para que possamos agendar um treinamento e para que, ainda neste mês, toda a tropa execute essa ação. Vamos conseguir reduzir ainda mais os números de furtos e roubos na nossa região”, garantiu.

11/04/19

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