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Deputados debatem recomposição do efetivo da PM em Minas

A necessidade de recomposição do efetivo e dos salários dos policiais foram alguns dos alvos de questionamentos pelos parlamentares durante exposição do comandante-geral da PM, Coronel Giovanne Gomes da Silva nesta terça-feira (18), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Deputados debatem recomposição do efetivo da PM em Minas
Comandante-geral da PM garantiu aos deputados esforço para melhorar gestão (Foto: Divulgação/ALMG)

De acordo com o presidente da Comissão de Segurança Pública, deputado Sargento Rodrigues (PTB), além de buscar soluções para o déficit que chegaria a 12 mil militares, o objetivo do encontro foi discutir a decisão do Governo do Estado de suspender, por um ano, o curso de formação de novos soldados para os aprovados em concurso promovido em 2018.

O comandante também admitiu a necessidade de recomposição do efetivo. Sobre os concursados ainda não nomeados, ele informou que a previsão é de que 690 deles iniciem o curso de formação de soldados em fevereiro de 2020, para a Região Metropolitana de Belo Horizonte  e 870, em maio de 2020, para o interior.

Em resposta ao deputado Sargento Rodrigues (PTB), o coronel Giovanne concordou com a necessidade de recomposição salarial dos militares, admitindo uma defasagem de quase 23% em termos de índices inflacionários. Ele observou, contudo, que o Estado hoje não tem capacidade financeira para chegar a esse valor.

Sobre os suicídios e casos de depressão registrados na corporação, pergunta também formulada pelo deputado Sargento Rodrigues, o comandante informou que a PM dispõe de psicólogos e médicos para prevenir essas situações, mas que o fato de o policial ter livre acesso às armas dificulta esse trabalho.

Durante sua apresentação, o coronel Giovanne Gomes da Silva também admitiu a dívida de mais de R$ 3 bilhões do Estado com o IPSM. Ele ponderou, no entanto, que o atual governo está buscando regularizar a situação, com repasses de R$ 12 milhões por semana. “De janeiro a julho, teremos um aporte de 260 milhões”, frisou.

O deputado Antonio Carlos Arantes (PSDB) questionou o comandante sobre os plantões regionalizados. Segundo o parlamentar, a medida contribui para que cidades fiquem sem policiais, uma vez que eles são deslocados para municípios vizinhos. O coronel relatou que a Polícia Civil já está revendo essa situação e que deve apresentar aos deputados proposta baseada no melhor uso de tecnologias digitais.

Outro assunto tratado foi a segurança nas escolas públicas. O deputado Carlos Henrique (PRB) lembrou que vigilantes de várias instituições de ensino foram demitidos e que a orientação do Poder Executivo é de buscar parcerias com a PM. O comandante da instituição afirmou que as viaturas que atendem as comunidades têm orientação de passar pelas escolas e que, em breve, entre os indicadores a serem avaliados, estarão visitas às diretorias dessas instituições, para que os policiais se inteirem dos problemas e ajudem no que for necessário.

Redução das taxas de criminalidade

Apesar do déficit de efetivo denunciado, o comandante-geral da PMMG, coronel Giovanne Gomes da Silva, apresentou na ALMG índices que demonstram redução de 27% dos crimes violentos em Minas no primeiro quadrimestre deste ano, destacando 17% na queda de homicídios e de 29% nos roubos consumados. Ele ainda afirmou que as explosões de caixas eletrônicos, as quais têm aterrorizado o interior, já diminuíram em 52% em 2019. Para o comandante, os dados refletem “o cuidado e o monitoramento constante do trabalho da PM”. Conforme ele, só nos primeiros meses deste ano foram apreendidas 10.337 armas, contribuindo para a redução da criminalidade.

19/06/19

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