FALTA DE CHUVA CAUSA INFESTAÇÃO DE PERNILONGOS EM LAVRAS

O verão nem chegou e os pernilongos, tão comuns no calor, já começaram a incomodar os lavrenses. A reclamação é geral na cidade, independente do bairro, e a presença dos insetos tem provocado aumento na procura por inseticidas, que estão em falta em alguns estabelecimentos comerciais.

A Vigilância Sanitária, da Secretaria de Saúde de Lavras, confirma que o aumento na quantidade de pernilongos nas últimas semanas é decorrente da falta de chuva. Ernani Martins, chefe do setor de dengue, destaca que, diferente do Aedes aegypti (mosquito que transmite a dengue), os pernilongos não preferem água limpa para se reproduzir. Com a falta de chuva, rios, córregos e riachos têm quantidade menor de água e são as poças os ambientes mais escolhidos pelo mosquito para depositar os ovos.

A situação só deve ser amenizada com o retorno das chuvas. Com isso, os ovos são carregados pelas correntezas, a minimizar a infestação. E enquanto as chuvas não vêm, há pouco a fazer para evitar o incômodo dos insetos. O bancário João Rocha, que reside no Jardim São Paulo, afirma que está insuportável conviver com pernilongos. “Eles entram por qualquer fresta e a gente fica matando e sujando as paredes de sangue”, conta. O problema, frisou, começa a partir das 18h, a atrapalhar o descanso noturno de quem trabalha de dia.


O que fazer


Os cuidados podem ser tomados preventivamente e após receber picadas dos insetos. Principalmente no caso de crianças menores de um ano, a atenção deve ser redobrada.
Para que os pernilongos não ataquem é aconselhável usar repelente de parede. Nesse caso, é necessário deixar a janela ou a porta aberta parcialmente. Mas no caso de optar por velas de citronela ou andiroba, o ambiente pode permanecer todo fechado.
As velas são confeccionadas com produtos naturais, por isso podem ser adquiridas em farmácias de manipulação.

Quanto aos repelentes de uso no corpo, especialistas recomendam aqueles à base de creme e orientam que o uso é permitido em crianças a partir de 1 ano de idade. Mas o produto deve ser passado somente nos braços, pernas e pés, jamais na mão, para que não haja perigo da criança esfregá-la nos olhos ou na boca. Para menores de 1 ano, a recomendação é usar no ambiente mosquiteiro.

Em caso de picada, a primeira coisa a fazer é procurar por um alergologista, caso a pessoa seja alérgica. Apesar da coceira incômoda provocada pelos ferimentos não há risco de quadro agravante de inflamação
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