Ministério anuncia R$6,5 milhões para UFLA

Ministério anuncia R$6,5 milhões para UFLA

Recursos da ordem de R$ 36 milhões serão destinados à ciência e tecnologia no Estado ainda neste ano pelo governo federal. O anúncio foi feito, nesta segunda-feira (4), pelo diretor-presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Celso Pansera, em audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A reunião foi solicitada por 12 parlamentares para tratar de investimentos na área e o papel da Finep. São eles: Beatriz Cerqueira, presidenta da comissão, Macaé Evaristo, vice-presidenta, Betão, Cristiano Silveira, Doutor Jean Freire, Leleco Pimentel e Leninha, todos do PT; Ana Paula Siqueira e Lucas Lasmar (ambos da Rede), Celinho Sintrocel (PCdoB), Lohanna e Professor Cleiton, ambos do PV.

A Finep é uma empresa pública, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que atua em toda a cadeia da inovação, com foco em ações estratégicas, estruturantes e de impacto para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

De acordo com Celso Pansera, desse montante, R$ 14,9 milhões serão destinados para a BH-TEC, ligada à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), R$ 14,7 milhões para a Universidade Federal de Viçosa (Zona da Mata) e R$ 6,5 milhões para a Universidade Federal de Lavras (UFLA).

Ele explicou que, no momento, está sendo preparada a documentação para que os recursos sejam liberados entre este mês e outubro.

O gestor comentou ainda que, entre 2015 e 2022, menos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) foram disponibilizados para a área.

Celso Pansera acrescentou que, em 2023, o investimento está sendo retomado, uma vez que, em março, o presidente  Lula mandou um projeto para o Congresso para que a totalidade desses recursos sejam destinados para a ciência brasileira.

O diretor-presidente da Finep enfatizou a relevância de se ampliar a porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) para a ciência e a tecnologia.

Ele destacou que países que investiram bastante nessa área nos últimos anos deram um salto em sua capacidade produtiva. “A China só é uma potência por causa disso”, afirmou. A China investe 2,23% do seu PIB na área. Já o Brasil investe 1,21%, conforme relatou.

O baixo investimento em ciência e tecnologia nos últimos anos no País, frisou, fez com que o Brasil se tornasse a 11ª economia em nível mundial, em 2022. “Para voltar a ser a sexta, como já foi, é preciso rever essa participação”, disse.

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