Seca e inverno quente elevam número de queimadas em Lavras e região

A combinação entre um inverno com temperaturas até cinco graus acima da média histórica e a estiagem prolongada faz aumentar o número de focos de incêndio em Lavras e região.

O agrometeorologista da Universidade Federal de Lavras, Pedro Castro Neto, explica que tanto o período de seca quanto a baixa umidade do ar são normais para a região nesta época do ano e, necessário até para as atividades agrícolas como a colheita e secagem do café, principal produto do Sul de Minas.

“Temos um período de chuvas intensas que vai de novembro a março e um período de seca que vai de abril a fins de outubro. A seca e a baixa umidade do ar tendem a piorar no fim deste período. Os meses de agosto e setembro são os mais secos do ano e de umidade mais baixa, já que em outubro costuma cair algumas pancadas de chuva aliviando a situação”, diz.

Ele aconselha paciência e ressalta que não há previsão de chuvas para a região nos próximos dias. “Há previsão de uma frente fria chegando a Minas no fim de semana, mas ainda não sabemos se trará alguma chuva”, diz.

Em Minas, apenas nos 11 primeiros dias de agosto, foram catalogados 930 focos de incêndio, diante de 484 em igual período de 2009. Desde o início do ano, foram 3.119 registros de queimadas, contra 1.318 no ano passado, o que torna 2010 o pior dos últimos três anos nesse quesito.
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